Participantes do curso em Belém mostrando serviço

Confiram o resultado da segunda atividade pedagógica realizada em Belém no último dia do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas. Dois grupos redigiram textos informativos sobre a atividade, a  partir de uma entrevista realizada com a ativista do movimento negro e de mulheres, Nilma Bentes, e outro fez um banco de sugestão de pautas a partir de assuntos que foram abordados durante a coletiva pela convidada. As fotos desse post foram feitas por um dos participantes do curso: José Andrade.

Um registro com todos os participantes

Representante do Cedenpa  participa de coletiva

Uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa), Nilma Bentes, foi a convidada de uma coletiva feita por um grupo formado por  25 jornalistas e estudantes de jornalismo. A atividade aconteceu na Escola Superior de Advocacia da OAB, seção Pará, como parte das atividades do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela Fenaj e ONU Mulheres.

Com um discurso bastante incisivo, Nilma discorreu sobre a condição da comunidade negra em várias esferas. Relatou que a incomoda uma cobertura midiática que considera estereotipada. Quando  questionada sobre o apelo sexual  atribuído à mulher negra disse que “não é uma coisa ruim ser boa de cama. O problema é ser reduzida a isso. Isso incentiva a exploração sexual”, acrescentou.

Em relação ao apoio político, a militante desmitificou o pensamento de apoio irrestrito às minorias por parte da esquerda. “Ela que deveria ser aliada, não é. Em alguns momentos é pior que a direita em achar que classificar o problema de classe resolveria o problema de raça”.

Nilma Bentes em registro feito durante a atividade pedagógica

Organizações realizam  curso sobre gênero, raça e etnia

Durante os dias 10 e 11 de agosto, 25 jornalistas de diversos meios de comunicação de Belém participaram do Curso de Gênero, Raça e Etnia, promovido pela Fenaj e  ONU Mulheres com o apoio do sindicato local da categoria. A facilitadora do curso foi a jornalista baiana Cleidiana Ramos, que explicitou a atual situação do negro no Brasil e principalmente na imprensa brasileira. O encerramento do curso contou com  a participação de Nilma Bentes, representante do Cedenpa (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará), que foi entrevistada pelos jornalistas.

Temas sobre as políticas públicas voltadas para o negro foram abordados, como a questão educacional e a distribuição das cotas nas universidades. “Em alguns casos,  as cotas são definidas como sociais e  o movimento negro luta por cotas raciais. Mas, pelo menos alguma coisa já foi feita nesse sentido.”

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Frutos do curso em Manaus

Confiram aqui abaixo o resultado da nossa segunda atividade pedagógica : coletiva com a ialorixá Mãe Nonata, líder do movimento de combate à intolerância religiosa e do movimento de mulheres no Amazonas. Ficamos devendo, por um probleminha técnico, o áudio e o vídeo. Assim que estiverem disponíveis serão postados.

Líderes de religiões de origem africana denunciam crimes no Congresso

Os crimes cometidos contra homossexuais, mulheres negras e praticantes de religiões de matrizes africanas que são praticados na Região Norte serão denunciados no Congresso Nacional. A informação é da ialorixá Nonata Corrêa, durante coletiva na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Vamos cobrar do Governo Federal respostas para esses crimes insolúveis”, frisou a Mãe Nonata. De acordo com Nonata Corrêa, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) irá dar apoio aos denunciantes, discursando no Plenário do Senado. Este ano, pelo menos 15 sacerdotes foram mortos no Amazonas, segundo Mãe Nonata.

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