Frutos do curso em Manaus

Confiram aqui abaixo o resultado da nossa segunda atividade pedagógica : coletiva com a ialorixá Mãe Nonata, líder do movimento de combate à intolerância religiosa e do movimento de mulheres no Amazonas. Ficamos devendo, por um probleminha técnico, o áudio e o vídeo. Assim que estiverem disponíveis serão postados.

Líderes de religiões de origem africana denunciam crimes no Congresso

Os crimes cometidos contra homossexuais, mulheres negras e praticantes de religiões de matrizes africanas que são praticados na Região Norte serão denunciados no Congresso Nacional. A informação é da ialorixá Nonata Corrêa, durante coletiva na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Vamos cobrar do Governo Federal respostas para esses crimes insolúveis”, frisou a Mãe Nonata. De acordo com Nonata Corrêa, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) irá dar apoio aos denunciantes, discursando no Plenário do Senado. Este ano, pelo menos 15 sacerdotes foram mortos no Amazonas, segundo Mãe Nonata.

Conforme a ialorixá, as autoridades policiais locais não solucionam os crimes cometidos contra os gays. Ela afirma que o fato de muitos deles serem ligados a centros de umbanda contribui para o descaso.  Mãe Nonata considera essa omissão um preconceito institucional, que o Movimento Contra a Intolerância Religiosa e o Movimento de Mulheres Negras pretende combater com esclarecimentos nas escolas. Nonata é uma das fundadoras do Movimento Alma Negra no Amazonas. (Produção Grupo 1)

Cresce índice de crimes étnicos e homofóbicos

Um dos temas que vêm preocupando as lideranças afrodescendentes é o aumento do número de crimes contra homossexuais ligados ao candomblé. A mãe-de-santo Nonata Corrêa informou que desde março deste ano até julho, foram pelo menos 15 crimes cujos autores ainda não foram identificados pela polícia, que alega ter dificuldades para investigá-los diante da condição das vítimas. “Existe um racismo institucional muito grande no Amazonas, mas nós estamos cobrando das autoridades essas investigações”, afirmou mãe Nonata.

Segundo Nonata, ialorixá do terreiro Era de Mina Nagô Ya Abaô, situado no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul, muitos adolescentes homossexuais procuram os terreiros de umbanda por serem discriminados e até expulsos de casa,  encontrando acolhimento nesses locais. “Psicólogo de pobre é umbandista. Quando a coisa aperta, os ‘cristãos’ procuram os terreiros”, explica ela.

A importância de denunciar as agressões foi ressaltada pela mãe Nonata, como uma forma de combater a intolerância religiosa. Ela mesma já recorreu à polícia para denunciar uma agressão à casa dela.

Mãe Nonata revela que de março até hoje aconteceram 15 crimes de caráter étnicos e homofóbicos.  A respeito desse assunto, ela revela estar aguardando uma resposta do Senado para tratar do assunto em audiência pública. Como forma de alertar a população, a mãe-de-santo explica estar trabalhando nas escolas com palestras que buscam conscientizar os estudantes sobre a importância do respeito à diversidade étnico-religiosa.

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