Reportagens com liderança indígena encerra curso em Maceió

A liderença Raquel l Xucurú-Kariri participou da coletiva no último dia do curso

Chegamos ao último dia do curso em Maceió com grande estilo. A conversa com Raquel Xukurú-Kariri foi muito interessante e proveitosa. O resultado do encontro vocês podem conferir no material produzido pelos grupos: um banco de pautas e trechos da entrevista em vídeo.

Estamos disponibilizando o material escrito e logo, logo vamos postar os vídeos.

ATIVIDADE: BANCO DE PAUTAS

RETRANCA: Demarcação Terra/Xukurú- Kariri

PROPOSTA:
A  demarcação das terras na aldeia Xukurú- Kariri em Palmeira dos Índios pode ser vista como uma questão explosiva. Se o assunto não for tratado com seriedade pelas autoridades envolvidas com o problema pode gerar conflitos entre os indígenas, fazendeiros e políticos. Há informações de lideranças indígenas que foram ameaçadas de morte. Em vez de colcocar mais lenha da fogueira, vamos fazer uma reportagem com enfoque equilibrado  para mostrar a situação do conflito. Por isso, vamos ouvir as seguintes fontes:

 O antropólogo Luiz Sávio de Almeida, professor da Ufal que estuda o tema e tem vários livros publicados sobre o assunto. O antropólogo será ouvido na capital e depois a equipe segue até Palmeira dos Índios. Lá vamos ouvir os habitantes originais da cidade, os fazendeiros, posseiros e o Ministério Público Federal, cuja representação fica na cidade de Arapiraca. Na próxima quinta-feira, 25/08/11 o procurador da República responsável pelo caso vai estar em Palmeira dos Índios numa audiência com todos os envolvidos.

Vamos ouvir a Funai (Fundação Nacional do Índio) e o Cimi (Conselho Indigenista Missionário). Vamos mostrar na reportagem que a primeira demarcação da terra dos Xukurú-Kariri foi feita em 1822 representando cerca de 36 mil hectares. As mudanças na política de demarcação reduziu o território indígena para 15 mil, depois para 13 mil e hoje a Funai defende 7 mil hectares. Na reportagem, além de mostrarmos essa demarcação, vamos humanizar o relato mostrando qual o significado da terra para os índios, a cosmovisão que tem sentido direto com a religião (o antropólogo e indígenas reforçam esses conceitos). Vamos saber ainda o papel da Funai na demarcação das terras Xukurú-Kariri e mostrar como os índios vivem cercados de fazendeiros e posseiros, visto que na nossa cultura a terra se conquista com sangue. Vamos ainda mostrar a relação do poder político local com a terra.

RETRANCA: O Mistério da Morte da Xucurú-Kariri Maninha
PROPOSTA:
Comunidade indígena de Palmeira dos Índios afirma que liderança morreu em 2006 por falta de assistência médica no hospital público local. Segundo Raquel, irmã de Maninha, o hospital não atendeu a índia por motivações políticas e até hoje, cinco anos depois, ainda não forneceu atestado de óbito. Raquel afirma que a irmã entrou no hospital após passar pelo atendimento de um cardiologista, sendo reanimada. O hospital alega que ela já entrou morta. Vamos investigar o que realmente aconteceu.
Fontes:
Raquel – Irmã de Maninha –
Chefe do hospital na época –
Cardiologista citado por Raquel –

RETRANCA:A Luta Xucurú-Kariri por terra não é só dos homens
PROPOSTA:
Vamos mostrar o papel das mulheres Xucurú-Kariri na luta de sua comunidade. Como está a questão de gênero dentro das tribos indígenas?. Mostrar a importância de funções tidas como secundárias (Cuidar da família , planejar alimentação, etc.) e as mulheres em posições de liderança anteriormente ocupadas por homens.A religião é uma forma de convencer as mulheres a se manter à sombra dos homens?
Fonte:
Raquel – Liderança feminina Xucurú-Kariri
Antropolog@, especialista nas tribos indígenas em Alagoas.

RETRANCA: Educação nas aldeias de Alagoas
Sub Temas:
A educação escolar indígena (educação formal, formação de professores da aldeia, conteúdo, estrutura física, equipamentos, merenda escolar)
Educação indígena (educação informal, ensinada em casa e em grupo, pelos mais velhos da aldeia)
Baseados:
Nas constituições  federal e estadual
Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Costumes: práticas religiosas, raízes culturais, idioma, estudo antropológico

Fontes:
Comissão de Direitos Humanos da OAB
Ministério Público Federal
Gerência de Diversidades da Secretaria de Educação do Estado
FUNAI
Conselho indigenista missionário (CIMI)
Lideranças das 11 tribos presentes no Estado
Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)

Texto da reportagem em vídeo:

Participantes envolvidos nas atividades pedagógicas

Ser índio é ter terra, diz liderança feminina Xukurú-Kariri

Durante o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, realizado nos dias 22 e 23 de agosto, no prédio do Cesmac, a líder indígena Xukurú-Kariri, Raquel, 37 anos, concedeu uma coletiva aos jornalistas presentes. A liderança falou sobre o papel da mulher na comunidade indígena em que vive no município de Palmeira dos Índios; a formação educacional das crianças da tribo; e a luta pelo território em meio à violência e exclusão do valor do povo indígena.
Acompanhe nos vídeos trechos da entrevista:

Xukurú-Kariri define a concepção indígena de território:
Liderança indígena define: “Ser índio é ter terra, única fonte que alimenta e sustenta”.
ENTRA VÍDEO 01-

Xukurú-Kariri e o papel da mulher:
Guerreira desde o nascimento: A líder fala sobre os desafios de ser mulher indígena e da eterna batalha para preservar a identidade sua e de seu povo.
ENTRA VÍDEO 02-

Xukurú-Kariri: educação e mídia
Em seu relato, Raquel afirma que a sociedade ignora as especificidades da cultura indígena, cuja visibilidade só é garantida no dia 19 de abril.
ENTRA VÍDEO 03-

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