Criatividade em alta no último dia do curso em São Paulo

Atividades pedagógicas produziram debates intensos em São Paulo

O resultado das atividades pedagógicas realizadas no último dia do curso em São Paulo foi extremamente positivo. Além de um debate rico após a análise de reportagens a partir dos temas discutidos no curso, os participantes deram um show ao compor os projetos baseados na coletiva com Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP.

Os grupos produziram o projeto de um blog infantil, pautas e uma reportagem radiofônica que a gente fica devendo até conseguir sanar um probleminha com a extensão em áudio do blog, mas que foi partilhada com a turma.

Blog Infantil
Público alvo: criança
Mídia: Blog para as crianças
Objetivo: Desenvolvido para estimular a auto estima da criança negra e mostrar a esta criança que existem muitos negros no Brasil que podem servir como referência tanto profissional como pessoal e para que elas comecem a vislumbrar uma nova história.

Rosana Aparecida da Silva: Negra, 45 anos, paulista de Santo André, agente escolar e secretária estadual da Comissão de Combate ao Racismo da CUT São Paulo. Desde 1990 atua no movimento sindical, desenvolvendo o combate pela discriminação racial no ambiente de trabalho.
Carolina Maria de Jesus: Negra, mineira de Sacramento, estudou até a 4ª série primária, veio para São Paulo e começou a trabalhar como catadora de papel.
Mesmo morando na favela e mãe de três filhos, Carolina escrevia um diário contando sobre sua vida e sobre a vida dos moradores da favela. Este diário virou o livro “ Quarto de Despejo – diário de uma favelada” e no ano da publicação vendeu mais de 100 mil cópias e foi traduzido para  15 idiomas.
Mais tarde, Carolina publicou outros livros (“Casa de Alvenaria”, “Provérbios e Pedaços da Fome” e “Diário de Bitita”) que não tiveram o mesmo sucesso.
Milton Santos: Negro, baiano, formado em Geografia, professor da USP. Foi homenageado por várias universidades nacionais e internacionais. Publicou livros sobre os problemas e dificuldades das pessoas pobres do mundo e da dominação dos países ricos.
Conheça mais sobre Milton Santos assistindo o documentário “Por uma Outra Globalização”

E você, o que você gostaria de ser quando crescer?

Grupo Lélia Gonzalez
Autores:
Tatiana Botosso tatimidia@yahoo.com.br
Ines Correia icorreia@ig.com.br
Márcia Cristina: mncomunica@gmail.com
Paola Prandini: paola@afroeducacao.com.br
Agildo Nogueira Jr.: jr.agildo@ig.com.br
Vanessa Ramos ecosdaarte@yahoo.com.br
Maria Lucia da Silva mlucia@faesa.br

PAUTA PARA JORNAL IMPRESSO:
Tema: “Ascensão do negro no mercado de trabalho”
Fontes: Profissionais de várias áreas: liberais, esporte, educação, saúde
Representantes de classe, sindicatos, ONGs, movimentos, entidades governamentais, etc
É difícil para o trabalhador negro ser reconhecido e receber uma promoção?
Ouvir representantes de movimentos:
Olhar do trabalhador sobre si mesmo.
Se ele sabe dos direitos
O que é ser afrodescendente?
Questão da cor. Identidade
Enfocar o que o trabalhador negro pensa sobre estas questões
Conscientização no ano dos afrodescendentes
Relação patrão e empregado.
Negro em cargo de chefia e relação dele com demais funcionários.
Como ele é recebido?
Pegar funcionário que se incomoda ou não em receber ordens de um chefe negro
Fontes oficiais:
DIEESE
CUT – Adi dos Santos Lima
IPEA
CEERT
Ministério do Trablhalho
IBGE
Movimento Social – Unegro, Uneafro, MNU
Socióloga/o ou Antropóloga/o da USP – UNESP – UNICAMP
FIESP – existe algum projeto?
Faculdade Zumbi dos Palmares – nível de inserção no mercado das pessoas recém formadas
Personagens:
Negro bem colocado profissionalmente, diretor da Agência Nacional de Petróleo (Nelson Narciso)
Trabalhadores da indústria – negras e negros e não negras/os
Ministra da Igualdade Racial – saber sobre a participação dos negros na profissionalização proposta pela presidência

Grupo Auta de Souza

PAUTA: Inserção do negro no serviço público

Veículo: Jornal Impresso

Como cotas utilizadas na contratação de profissionais em cidades como Piracicaba e Jundiaí, no interior paulista, que foram pioneiras na adoção da medida, ajudaram na inserção do negro no trabalho público?

Contextualização: Segundo dados de pesquisa há mais negros no serviço público do que no serviço privado para as mesmas áreas. No entanto, esse número é bem inferior à porcentagem da população negra brasileira. Uma das soluções adotadas por alguns municípios como Piracicaba e Jundiaí, no interior paulista, é a adoção de cotas para ingresso no serviço público. A matéria pretende abordar a situação dos trabalhadores desses municípios e em que medida a Lei conseguiu inserir o negro no mercado de trabalho público. Ouvir histórias dos trabalhadores no funcionalismo público, resgatando o que mudou em suas vidas a partir da cota. Investigar se essa medida se mostrou eficaz para inserção da população negra no funcionalismo público. Embasar a matéria com dados oficiais e da sociedade civil organizada, com o recorte pretendido.

Fontes: Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP; dados do governo do Estado de São Paulo sobre número de funcionários públicos e porcentagem de negros; representante da prefeitura de Piracicaba; personagem que tenha entrado no serviço público pelas cotas; entrevista com especialista para fazer a contextualização da problemática: Cida Bento, diretora-executiva do Ceert.

Grupo: Luiza Mahin
Componentes: Cinthia Gomes; Guilherme Soares Dias; Luciana Mendonça; Tiago Agostinho; Joelma Couto; Solange Borges; Martin Vieira Ferreira; Alcimir Carmo; Flávio Carranca; Edson Augusto Sampaio.

Pauta para reportagem especial

Terceirização no mercado de trabalho – nova forma de escravidão?

A terceirização no mercado de trabalho brasileiro tem piorado as condições para os trabalhadores, particularmente para a comunidade negra. A declaração é de Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP.

Questões que devem ser abordadas:

-Ouvir empresas que trabalham com serviço terceirizado: limpeza, segurança, estacionamentos, confecção, construção civil, motoboys e serviços de enfermagem.
-Quais as principais vantagens apontadas pelas empresas para contratar um funcionário terceirizado?
-Quais as desvantagens para o trabalhador? Ouvir categorias profissionais, advogados trabalhistas.
-Para a população negra, apontada pela secretária, quais os piores efeitos de uma terceirização? Ouvir trabalhadores e categorias trabalhistas.
-Quais as ações afirmativas realizadas pelos governos estaduais, municipais para combater a terceirização?O Estado é o que mais contrata terceirizados.
-Relacionar a terceirização do mundo contemporâneo e a escravidão
-Relacionar questões de saúde do trabalho escravo com os dos trabalhos terceirizados.
Grupo: Mãe Aninha

Reportagem radiofônica feita pelo Grupo Antonieta de Barros

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2 respostas em “Criatividade em alta no último dia do curso em São Paulo

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