Conquistas da fase in company do curso

Pessoal: conquistamos execelentes resultados na etapa inovadora in company do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela Fenaj e ONU Mulhers. A parceira para esta nova experiência foi a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Durante dois dias, profissionais de seus veículos partciparam das atividades. Vocês podem conferir abaixo o resultado da coletiva com a doutora em Saúde Pública, Fernanda Lopes, oficial do Programa em Saúde Reprodutiva e Direitos do Fundo de População das Nações Unidas. São duas sugestões de pauta e um projeto da criação de spots para rádio.

Banco de Pautas:

Assistência Social a Mulheres Negras

A morte materna é duas vezes maior entre as mulheres negras do que entre as brancas. A partir desse e de outros dados do Ministério da Saúde apresentados pela doutora em Saúde Pública, Fernanda Lopes, oficial do Programa em Saúde Reprodutiva e Direitos do Fundo de População das Nações Unidas, vamos a um hospital falar com mulheres negras que esperam atendimento. Acompanharemos pelo menos uma delas até a residência. Vamos buscar as razões para explicar a mortalidade maior entre mulheres negras do que entre as brancas.

Conversar com a pesquisadora que afirma que o contexto social também explica os números: essas mulheres vivem em um contexto de vulnerabilidade ( em situação de pobreza, menos acesso a programas de saúde) e também sofrem pela discriminação institucional.

Começaremos a reportagem com uma das personagens que conte sobre o atendimento médico que recebe; vamos ao lugar onde ela mora e tentar buscar imagens e referências que demonstrem a realidade em que vive. Vamos então apresentar o levantamento apresentado por Fernanda; ouviremos também o Ministério da Saúde. Podemos mostrar o que o poder público está fazendo para reverter o quadro de discriminação. Podemos mostrar políticas públicas específicas para pessoas negras  e capacitação que o Ministério da Saúde oferece aos servidores do SUS para atendimento a essas pessoas.

Informações sobre o atendimento a esse público estão na pesquisa apresentada pela doutora em Saúde Pública, Fernanda Lopes, anexa a essa pauta.

Pauta para TV

A campanha do Censo entre os jornalistas para declaração da identidade racial e a importância da desagregação de dados para o mapeamento do mercado de trabalho.

Vamos abrir com o exemplo da área da saúde, onde desde 2006 são coletados dados sobre raça. Acompanharemos o preenchimento de um questionário no momento em que o cidadão se dirige a um posto de saúde. São os servidores que classificam a pessoa ou é ela que se autodeclara a partir de categorias pré determinadas? Se ela se definir como marrom bombom, como esta informação é traduzida, por exemplo? As pessoas entendem para que serve esta informação ou consideram uma invasão de sua privacidade/identidade? Ouviremos o gestor da Política Nacional de Atenção à Saúde da População Negra para saber de que maneira estes dados interferem nas ações do Ministerio da saúde, que  resultados tem sido alcançados com a apropriação desta informação por parte do governo.
Fazemos imagens de jornalistas em atividade laboral, em redações, em matéria de campo, editando, em várias etapas do processo jornalístico.
Ilustramos com dados sobre o mercado: quantos profissionais há, em que áreas? qual universo será coberto pela pesquisa? só os sindicalizados participam?  qual o percentual de sindicalizados? Introduzimos a campanha, explicando no que consiste.
Fazemos povo fala com jornalistas de varias origens étnicas para saber se surgem duvidas no momento de se identificar. Algum deve  ter  uma história curiosa para contar (algum se descobriu negro, alguém tem fenótipo de negro mas se sente branco – a melhor história vira nosso personagem) ?  Mostraremos quais são os quesitos a serem preenchidos neste formulário.
Um  especialista em relações raciais pode orientar, esclarecendo inclusive a diferença entre o conceito de cor  e raça. Ele pode também resgatar a metodologia utilizada pelo IBGE, que também desagregou dados no Censo realizado este ano .
Vamos ouvir a Fenaj para saber qual foi a demanda que levou a entidade a realizar esta campanha? Foi deliberação em congresso da categoria?Ouviremos representante de Comissão de Jornalistas Negros (Cojira) e parceiros da campanha.
No final, prestamos serviço orientando os jornalistas a atualizarem seus dados. Ele precisa ir presencialmente ao sindicato? Pode fazer isso pela Internet?

Grupo Antonieta de Barros
Jornalistas: Daniella Almeida,Giselly Glads,Gislene Nogueira,Raquel Mariano,Vera Ataides,Iris Cary

Projeto: Série de spots radiofônicos sobre direitos e cidadania de mulheres, mulheres negras e povos indígenas.

Spot 1
Você sabia que 90% das causas de mortalidade materna podem ser evitadas? Mulher, busque o respeito aos seus direitos. Por uma saúde pública livre de machismo. Uma campanha das rádios EBC. Em parceria com o grupo Lélia Gonzalez.

Spot 2

Dados do Ministério da Saúde mostram que mulheres negras no Brasil têm menos acesso a consultas de pré-natal. Se você for discriminada em uma unidade de saúde, denuncie. O pré-natal é um direito seu e da sua família. Racismo faz mal à saúde. Uma campanha das rádios EBC, em parceria com o grupo Lélia Gonzalez.

Spot 3

Você sabia que no Brasil existem centenas de povos indígenas, com línguas e culturas diferentes? Mas pouco se sabe sobre eles. A invisibilidade dos povos indígenas é uma forma de violência. Índio, cidadão brasileiro (Índia, cidadã brasileira). Exija seus direitos. Uma campanha das rádios EBC, em parceria com o grupo Lélia Gonzalez.

Produção:

Grupo Lélia Gonzalez: Beth Begonha, Yara Falcão, Ana Passos, Solimar Luz, Juliana Cézar Nunes, Eliana Nascimento, Elise Andreola.

Oficial do programa em saúde e direitos da ONU é a convidada de coletiva

Fernanda Lopes é a convidada da coletiva do curso. Foto: Divulgação

A oficial do Programa em Saúde Reprodutiva e Direitos do Fundo de População das Nações Unidas, Fernanda Lopes, é a convidada para a coletiva do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas que está sendo realizado para os profissionais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A atividade vai integrar uma das ações pedagógicas do curso amanhã,dia do seu encerramento.

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fernanda Lopes tem mestrado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Saúde Pública, também pela USP.

Foi coordenadora das ações de saúde do Programa de Combate ao Racismo Institucional, uma iniciativa que reuniu o governo brasileiro e agências do Sistema Nações Unidas, com apoio do Ministério do Governo Britânico para o Desenvolvimento Internacional.

Pesquisadora do Núcleo de Estudos para a Prevenção de Aids da USP e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, ela atua principalmente com as questões de vulnerabilidade, HIV/Aids, combate ao racismo, raça/etnia e saúde, direitos humanos, mulheres, iniquidades em saúde e politicas públicas de saúde.

Fernanda Lopes foi conselheira nacional de Saúde de 2006 a 2007 e é membro do Comitê Técnico de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde.Ou seja, o papo promete ser bastante rico.

EBC inaugura modalidade in company do curso

Curso começou hoje em Brasília

O nosso Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas continua rendendo frutos. Hoje em Brasília, por exemplo, começou a etapa que inaugura a modalidade in company, que é direcionada para os profissionais de uma mesma empresa. A anfitriã é a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O curso é uma promoção da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e ONU Mulheres, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). O primeiro dia de debates foi muito proveitoso. Na etapa anterior o curso foi realizado em oito capitais brasileiras: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Maceió, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas chega à redação da EBC, nesta segunda-feira (17/10), em Brasília

Participarão 30 profissionais, entre jornalistas, produtores, fotógrafos e cinegrafistas. Realizado em oito capitais brasileiras, curso já atendeu 240 jornalistas profissionais

Brasília, 14 de outubro de 2011 – A EBC – Empresa Brasil de Comunicação realiza, nos dias 17 e 18 de outubro, o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas para profissionais da sua redação em Brasília. Participarão 30 pessoas, entre jornalistas, produtores, fotógrafos e cinegrafistas. O conteúdo será aplicado pela jornalista Cleidiana Ramos, repórter especial do Jornal A Tarde e consultora da ONU Mulheres.

O Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a abordagem das temáticas de gênero, raça e etnia, colaborando para a melhoria do trabalho jornalístico. É realizado pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e pela ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, com apoio da SEPPIR – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres.

O curso faz parte dos esforços da FENAJ para gerar um debate mais amplo sobre o enfrentamento ao racismo e às desigualdades de gênero e etnia. É uma das ações da Federação para implementar os compromissos assumidos com a categoria e divulgar o Ano Internacional das e dos Afrodescendentes. Entre as ações está a realização da campanha de autodeclaração racial e étnica: “Jornalista de verdade, assume a sua identidade” assinada em conjunto com a EBC, com apoio da ONU Mulheres

Aplicado em oito cidades brasileiras – Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo nos meses de agosto e setembro -, o curso já atingiu 240 jornalistas profissionais.

Confiram reportagens em áudio produzidas em Recife, Rio e São Paulo

Demorou, mas como tínhamos prometido estão aqui as postagens dos trabalhos em grupo que ficaram faltando. São áudios feitos em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.  O atraso foi por conta de problemas técnicos na ferramenta para este fim aqui no blog.

O áudio feito em Porto Alegre foi adicionado no post referente ao último dia do curso na capital gaúcha que vocês podem conferir logo abaixo ou clicando aqui.

Mais uma vez, agradecemos a todos que acompanharam  as redes sociais do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.

Recife:

http://www.unifem.org.br/sites/1200/1299/00001476.mp3

Rio de Janeiro:

http://www.unifem.org.br/sites/1200/1299/00001481.mp3

São Paulo:

http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00001927.mp3

Jornada termina com sabor de excelência em Porto Alegre

Chegamos ao fim do curso em Porto Alegre e também dessa jornada por oito capitais brasileiras. Os participantes na capital gaúcha não fizeram por menos para celebrar sua condição de anfitriões dessa etapa tão especial. Os excelentes trabalhos realizados a partir da coletiva com Télia Negrão, jornalista e pesquisadora na área de gênero, mídia e políticas públicas, dão a dimensão da qualidade dos nossos debates.

A conversa rendeu um projeto de caderno especial, uma sugestão de pauta, um programa de rádio e um vídeo. Estes a gente posta  posteriormente por conta de probleminhas para a edição.

O resultado fechou em alto estilo esta nossa jornada fantástica que percorreu o Brasil de Norte a Sul: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Maceió, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Confiram:

Reportagem em vídeo

Grupo Mãe Aninha

Caderno especial para o Dia da Mulher

PAUTAS
Tema: O reposicionamento da mulher na luta feminista
Descrição: Primeiramente, conceituar o que é gênero, sexo, feminismo (com suas especificações) e outros termos relacionados, a partir de uma revisão histórica de como se construiu essa luta.  Como o movimento se transformou da reivindicação por direitos iguais para a equidade.

Tema: Feminismo étnico
Descrição: FEMINISMO NEGRO: Fazer uma contextualização histórica do movimento, trazendo figuras importantes como a Irmandade da Boa-Morte e outras. Analisar o papel desse movimento dentro do feminismo.
FEMINISMO INDÍGENA: Fazer uma contextualização histórica do movimento, trazendo figuras importantes, como Luzia Pataxó. Analisar o papel desse movimento dentro do feminismo.

Tema: Ensaio fotográfico
Descrição: Retratar as várias faces do feminismo através das mulheres brasileiras.

Tema: Perfil
Descrição: Perfil com alguma personagem de destaque do movimento feminista. Sugestão: Télia Negrão.

Tema: Rumos e desafios
Descrição: Os  rumos e os desafios do movimento feminista frente as transformações da era digital, seu relacionamento com a mídia e o enfrentamento de problemas históricos, como a violência contra a mulher e a descriminalização do aborto.

Sugestão de Pauta:

Propomos uma pauta sobre o aborto a partir da fala da jornalista e feminista Télia Negrão durante o curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas no dia 1° de setembro de 2011, promovido pela  Fenaj e ONU Mulheres, em Porto Alegre. Apesar de vivermos num país oficialmente democrático, a mulher ainda não tem o direito de decidir totalmente sobre o seu próprio corpo, sendo privada em aspectos que dizem respeito aos seus direitos sexuais e reprodutivos.
Entrevistar representantes de movimentos feministas para podermos obter dados que permitam contextualizar essa questão. Buscar dados sobre mortalidade de mulheres que fazem abortos clandestinos, incluindo faixa etária mais afetada, classe social, etnias, etc.
Ouvir também mulheres que não necessariamente fizeram aborto, mas que não possuem ligação com movimentos feministas.
Ouvir mulheres que já fizeram aborto e suas histórias para conhecer os motivos que as levaram a tomar essa decisão.
Especialistas da área da saúde, tais como ginecologistas, obstetras e psicólogas/os.
Procurar especialistas sobre planejamento familiar.
Jurista, para falar sobre a questão legal.
Tratar da questão do planejamento familiar, falando com a secretarias estadual e municipal da Saúde, além do Ministério da Saúde.
Vamos também fazer um registro sobre a forma como a mídia trata esse tema, bem como a polícia.
Grupo Lélia Gonzalez.

Proposta de Programa de Rádio – Bloco 1

http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00001930.mp3

Grupo Antonieta de Barros -Clarissa Colares, Juliana Loureiro, Ceres Santos, Mariana Oliveira, Gisiane dos Santos, Jaime Freitas, Roberto Revoredo e Helder Simões.

Pesquisadora de gênero, mídia e políticas públicas é a convidada da coletiva do curso

A jornalista Télia Negrão será entrevistada pelos participantes do Curso de Gênero, Raça e Etnia

O nosso curso em Porto Alegre começou muito bem. Hoje, quinta-feira, a partir das 18 horas, é dia de encerramento, inclusive da jornada por oito capitais brasileiras. Teremos nos módulos finais a atividade de análise crítica da mídia, seguida pela coletiva para a produção de material jornalístico diversificado.

A nossa convidada para a coletiva é a jornalista Télia Negrão. Mestre em Ciência Política e especialista em Gestão Pública Participativa, Télia é pesquisadora da área de relações de gênero, mídia e políticas públicas.

Secretária executiva da Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, é também coordenadora do Coletivo Feminino Plural.

Conselheira diretiva da Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe, ela já atuou como relatora junto a convenções intrernacionais de direitos humanos.

Como repórter, atuou na imprensa paranaense, no Jornal do Brasil, revistas Veja, Claudia e Nova e como assessora de imprensa de sindicatos e órgãos públicos no Rio Grande do Sul.

O nosso bate papo com Télia Negrão promete render material muito interessante.

Pesquisa analisa cobertura étnica em jornal gaúcho

O jornal Zero Hora, sediado em Porto Alegre, publicou, em três meses, 12 matérias relacionadas a negros e indígenas. Os ciganos não foram citados. Os dados fazem parte da pesquisa Faces do Brasil, desenvolvida pelo grupo Etnomídia da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba) que está mapeando a abordagem a ciganos, negros e indígenas em 17 jornais e seis revistas com circulação nas várias regiões do Brasil. O levantamento começou em julho do ano passado.

Segundo a pesquisa, do total de matérias, 83,3% fazem referência aos negros e 16,7% aos indígenas. Negro (21,7%), racismo (17,4%), étnico (8,7%) e indígena (4,3%) são as expressões que mais apareceram nas matérias.O estudo também destaca uma reportagem especial sobre quilombolas veiculada pelo jornal no dia 20 de novembro.

Das fontes ouvidas nas reportagens houve predominância dos órgãos auxiliares de governo (33,3%), seguidos por fundações (25%), organizações civis (25%) e executivo estadual (16,7%).

Estes dados são parciais e foram publicados em maio deste ano. A expectativa é que a pesquisa, coordenada pelo doutor em Comunicação Fernando Conceição, tenham os seus números finais divulgados em dezembro. O estudo é financiado pela Fundação Ford e tem o apoio do Núcleo Omi-Dùdú de Resgate e Preservação da Cultura Afro-Brasileira.

Curso chega a Porto Alegre: última cidade do circuito que percorreu oito capitais

Tem início nesta quarta-feira, dia 31 de agosto, o Curso de Gênero, Raça e Etnia Para Jornalistas, resultado da colaboração da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj e ONU Mulheres. Tendo como local o Sindicato dos Bancários, das 18h às 22h, haverá parte teórica e outra prática, com a jornalista Cleidiana Ramos. O curso segue na quinta-feira (1/9), no mesmo local e horário. Esta era uma antiga reivindicação do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, que está completando dez anos de existência.

A procura por parte de jornalistas e estudantes de Jornalismo superou a expectativa, criando uma lista de espera. O número de vagas inicialmente previsto de 50 participantes, aumentou para 60 visando atender um universo maior de interessados. A cobertura em tempo real vai estar no portal do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul – www.jornalistas-rs.org.br, no blog do curso – www.generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com, e respectivas redes sociais: facebook.com/grejornalistas e twitter.com/grejornalistas

Criatividade em alta no último dia do curso em São Paulo

Atividades pedagógicas produziram debates intensos em São Paulo

O resultado das atividades pedagógicas realizadas no último dia do curso em São Paulo foi extremamente positivo. Além de um debate rico após a análise de reportagens a partir dos temas discutidos no curso, os participantes deram um show ao compor os projetos baseados na coletiva com Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP.

Os grupos produziram o projeto de um blog infantil, pautas e uma reportagem radiofônica que a gente fica devendo até conseguir sanar um probleminha com a extensão em áudio do blog, mas que foi partilhada com a turma.

Blog Infantil
Público alvo: criança
Mídia: Blog para as crianças
Objetivo: Desenvolvido para estimular a auto estima da criança negra e mostrar a esta criança que existem muitos negros no Brasil que podem servir como referência tanto profissional como pessoal e para que elas comecem a vislumbrar uma nova história.

Rosana Aparecida da Silva: Negra, 45 anos, paulista de Santo André, agente escolar e secretária estadual da Comissão de Combate ao Racismo da CUT São Paulo. Desde 1990 atua no movimento sindical, desenvolvendo o combate pela discriminação racial no ambiente de trabalho.
Carolina Maria de Jesus: Negra, mineira de Sacramento, estudou até a 4ª série primária, veio para São Paulo e começou a trabalhar como catadora de papel.
Mesmo morando na favela e mãe de três filhos, Carolina escrevia um diário contando sobre sua vida e sobre a vida dos moradores da favela. Este diário virou o livro “ Quarto de Despejo – diário de uma favelada” e no ano da publicação vendeu mais de 100 mil cópias e foi traduzido para  15 idiomas.
Mais tarde, Carolina publicou outros livros (“Casa de Alvenaria”, “Provérbios e Pedaços da Fome” e “Diário de Bitita”) que não tiveram o mesmo sucesso.
Milton Santos: Negro, baiano, formado em Geografia, professor da USP. Foi homenageado por várias universidades nacionais e internacionais. Publicou livros sobre os problemas e dificuldades das pessoas pobres do mundo e da dominação dos países ricos.
Conheça mais sobre Milton Santos assistindo o documentário “Por uma Outra Globalização”

E você, o que você gostaria de ser quando crescer?

Grupo Lélia Gonzalez
Autores:
Tatiana Botosso tatimidia@yahoo.com.br
Ines Correia icorreia@ig.com.br
Márcia Cristina: mncomunica@gmail.com
Paola Prandini: paola@afroeducacao.com.br
Agildo Nogueira Jr.: jr.agildo@ig.com.br
Vanessa Ramos ecosdaarte@yahoo.com.br
Maria Lucia da Silva mlucia@faesa.br

PAUTA PARA JORNAL IMPRESSO:
Tema: “Ascensão do negro no mercado de trabalho”
Fontes: Profissionais de várias áreas: liberais, esporte, educação, saúde
Representantes de classe, sindicatos, ONGs, movimentos, entidades governamentais, etc
É difícil para o trabalhador negro ser reconhecido e receber uma promoção?
Ouvir representantes de movimentos:
Olhar do trabalhador sobre si mesmo.
Se ele sabe dos direitos
O que é ser afrodescendente?
Questão da cor. Identidade
Enfocar o que o trabalhador negro pensa sobre estas questões
Conscientização no ano dos afrodescendentes
Relação patrão e empregado.
Negro em cargo de chefia e relação dele com demais funcionários.
Como ele é recebido?
Pegar funcionário que se incomoda ou não em receber ordens de um chefe negro
Fontes oficiais:
DIEESE
CUT – Adi dos Santos Lima
IPEA
CEERT
Ministério do Trablhalho
IBGE
Movimento Social – Unegro, Uneafro, MNU
Socióloga/o ou Antropóloga/o da USP – UNESP – UNICAMP
FIESP – existe algum projeto?
Faculdade Zumbi dos Palmares – nível de inserção no mercado das pessoas recém formadas
Personagens:
Negro bem colocado profissionalmente, diretor da Agência Nacional de Petróleo (Nelson Narciso)
Trabalhadores da indústria – negras e negros e não negras/os
Ministra da Igualdade Racial – saber sobre a participação dos negros na profissionalização proposta pela presidência

Grupo Auta de Souza

PAUTA: Inserção do negro no serviço público

Veículo: Jornal Impresso

Como cotas utilizadas na contratação de profissionais em cidades como Piracicaba e Jundiaí, no interior paulista, que foram pioneiras na adoção da medida, ajudaram na inserção do negro no trabalho público?

Contextualização: Segundo dados de pesquisa há mais negros no serviço público do que no serviço privado para as mesmas áreas. No entanto, esse número é bem inferior à porcentagem da população negra brasileira. Uma das soluções adotadas por alguns municípios como Piracicaba e Jundiaí, no interior paulista, é a adoção de cotas para ingresso no serviço público. A matéria pretende abordar a situação dos trabalhadores desses municípios e em que medida a Lei conseguiu inserir o negro no mercado de trabalho público. Ouvir histórias dos trabalhadores no funcionalismo público, resgatando o que mudou em suas vidas a partir da cota. Investigar se essa medida se mostrou eficaz para inserção da população negra no funcionalismo público. Embasar a matéria com dados oficiais e da sociedade civil organizada, com o recorte pretendido.

Fontes: Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP; dados do governo do Estado de São Paulo sobre número de funcionários públicos e porcentagem de negros; representante da prefeitura de Piracicaba; personagem que tenha entrado no serviço público pelas cotas; entrevista com especialista para fazer a contextualização da problemática: Cida Bento, diretora-executiva do Ceert.

Grupo: Luiza Mahin
Componentes: Cinthia Gomes; Guilherme Soares Dias; Luciana Mendonça; Tiago Agostinho; Joelma Couto; Solange Borges; Martin Vieira Ferreira; Alcimir Carmo; Flávio Carranca; Edson Augusto Sampaio.

Pauta para reportagem especial

Terceirização no mercado de trabalho – nova forma de escravidão?

A terceirização no mercado de trabalho brasileiro tem piorado as condições para os trabalhadores, particularmente para a comunidade negra. A declaração é de Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP.

Questões que devem ser abordadas:

-Ouvir empresas que trabalham com serviço terceirizado: limpeza, segurança, estacionamentos, confecção, construção civil, motoboys e serviços de enfermagem.
-Quais as principais vantagens apontadas pelas empresas para contratar um funcionário terceirizado?
-Quais as desvantagens para o trabalhador? Ouvir categorias profissionais, advogados trabalhistas.
-Para a população negra, apontada pela secretária, quais os piores efeitos de uma terceirização? Ouvir trabalhadores e categorias trabalhistas.
-Quais as ações afirmativas realizadas pelos governos estaduais, municipais para combater a terceirização?O Estado é o que mais contrata terceirizados.
-Relacionar a terceirização do mundo contemporâneo e a escravidão
-Relacionar questões de saúde do trabalho escravo com os dos trabalhos terceirizados.
Grupo: Mãe Aninha

Reportagem radiofônica feita pelo Grupo Antonieta de Barros