Está em andamento o segundo dia do Curso de Gênero, Raça e Etnia Para Jornalistas

Foto: Marcio de Almeida Bueno

Começou às 18h30min o segundo dia do Curso de Gênero, Raça e Etnia Para Jornalistas, no auditório do SindBancários, em Porto Alegre. A facilitadora Cleidiane Ramos está exibindio vídeos no telão, e foi feita a análise de uma matéria de Zero hora sobre um caso de racismo na Ufrgs. Neste instante ocorre a atividade prática, com divisão de grupos e análise de reportagens.

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Pesquisadora de gênero, mídia e políticas públicas é a convidada da coletiva do curso

A jornalista Télia Negrão será entrevistada pelos participantes do Curso de Gênero, Raça e Etnia

O nosso curso em Porto Alegre começou muito bem. Hoje, quinta-feira, a partir das 18 horas, é dia de encerramento, inclusive da jornada por oito capitais brasileiras. Teremos nos módulos finais a atividade de análise crítica da mídia, seguida pela coletiva para a produção de material jornalístico diversificado.

A nossa convidada para a coletiva é a jornalista Télia Negrão. Mestre em Ciência Política e especialista em Gestão Pública Participativa, Télia é pesquisadora da área de relações de gênero, mídia e políticas públicas.

Secretária executiva da Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, é também coordenadora do Coletivo Feminino Plural.

Conselheira diretiva da Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe, ela já atuou como relatora junto a convenções intrernacionais de direitos humanos.

Como repórter, atuou na imprensa paranaense, no Jornal do Brasil, revistas Veja, Claudia e Nova e como assessora de imprensa de sindicatos e órgãos públicos no Rio Grande do Sul.

O nosso bate papo com Télia Negrão promete render material muito interessante.

Pesquisa analisa cobertura étnica em jornal gaúcho

O jornal Zero Hora, sediado em Porto Alegre, publicou, em três meses, 12 matérias relacionadas a negros e indígenas. Os ciganos não foram citados. Os dados fazem parte da pesquisa Faces do Brasil, desenvolvida pelo grupo Etnomídia da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba) que está mapeando a abordagem a ciganos, negros e indígenas em 17 jornais e seis revistas com circulação nas várias regiões do Brasil. O levantamento começou em julho do ano passado.

Segundo a pesquisa, do total de matérias, 83,3% fazem referência aos negros e 16,7% aos indígenas. Negro (21,7%), racismo (17,4%), étnico (8,7%) e indígena (4,3%) são as expressões que mais apareceram nas matérias.O estudo também destaca uma reportagem especial sobre quilombolas veiculada pelo jornal no dia 20 de novembro.

Das fontes ouvidas nas reportagens houve predominância dos órgãos auxiliares de governo (33,3%), seguidos por fundações (25%), organizações civis (25%) e executivo estadual (16,7%).

Estes dados são parciais e foram publicados em maio deste ano. A expectativa é que a pesquisa, coordenada pelo doutor em Comunicação Fernando Conceição, tenham os seus números finais divulgados em dezembro. O estudo é financiado pela Fundação Ford e tem o apoio do Núcleo Omi-Dùdú de Resgate e Preservação da Cultura Afro-Brasileira.

Primeiro dia do Curso de Gênero, Raça e Etnia Para Jornalistas teve conceitos e retrospectiva histórica

por Marcio de Almeida Bueno, da Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

Nesta quarta-feira, dia 31 de agosto, ocorreu a primeira parte do último módulo da parceria entre a Federação Nacional dos Jornalistas e ONU Mulher. A grande procura pelo Curso de Gênero, Raça e Etnia Para Jornalistas garantiu um auditório lotado, na sede do SindBancários, em Porto Alegre. Logo após as 18h, a mesa de abertura foi composta pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, vice-presidente Milton Simas, e diretoras Vera Dayse Barcellos e Jeanice Ramos, estas últimas também do Núcleo de Afrojornalistas do Sindicato. Após as saudações iniciais, o comando passou para a facilitadora da atividade, jornalista Cleidiana Ramos.

Fotos: Arfio Mazzei

Jornalistas e estudantes acompanharam o curso em Porto Alegre

Como parte teórica, a profissional listou conceitos, fez retrospectiva histórica, citou momentos de preconceito explícito na Ciência e Literatura, e abordou erros da Imprensa e do senso comum. ‎”Na Bahia, através de irmandades católicas, negras escravas compravam a própria liberdade, a de seus companheiros e filhos, manejavam bem a faca, e regulavam o comércio local. Apesar desse empoderamento, costumamos pensar no Feminismo apenas na Europa do século 19″, disse Cleidiana Ramos.


“Nomenclaturas de subterfúgios usadas no Censo do IBGE, como ‘azulão’ ou ‘cor-de-burro-quando-foge'”

Após pausa para lanche oferecido pelo Sindicato dos Jornalistas, a aula foi retomada com exibição de vídeos e intervenções do público. Casos de preconceito foram relatados, em músicas, livros, declarações, publicações e atitudes. ‎”É possível mudar toda essa realidade a partir de nossa atuação profissional”, comentou a facilitadora. ‎”Jornalistas agora acham que sabem tudo, não perguntam nada, nem em coletiva, que virou debate de egos”, apontou. O evento será retomado nesta quinta-feira, 1º de setembro, novamente com cobertura via blog do curso e portal do Sindicato, e respectivos perfis no Twitter e Facebook.

Começa o curso em Porto Alegre

Começa o curso Gênero, Raça e Etnia Para Jornalistas em Porto Alegre, no auditório do Sindicato dos Bancários. A mesa de abertura foi composta pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, vice Milton Simas e diretoras Vera Dayse Barcelos e Jeanice Ramos, estas também do Núcleo de Afro-jornalistas. Após a saudação inicial, cada participante do curso está se apresentando aos demais, explicando onde atua profissionalmente. Neste momento, a facilitadora apresenta os conceitos teóricos sobre raça, gênero e etnia.

Curso chega a Porto Alegre: última cidade do circuito que percorreu oito capitais

Tem início nesta quarta-feira, dia 31 de agosto, o Curso de Gênero, Raça e Etnia Para Jornalistas, resultado da colaboração da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj e ONU Mulheres. Tendo como local o Sindicato dos Bancários, das 18h às 22h, haverá parte teórica e outra prática, com a jornalista Cleidiana Ramos. O curso segue na quinta-feira (1/9), no mesmo local e horário. Esta era uma antiga reivindicação do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, que está completando dez anos de existência.

A procura por parte de jornalistas e estudantes de Jornalismo superou a expectativa, criando uma lista de espera. O número de vagas inicialmente previsto de 50 participantes, aumentou para 60 visando atender um universo maior de interessados. A cobertura em tempo real vai estar no portal do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul – www.jornalistas-rs.org.br, no blog do curso – www.generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com, e respectivas redes sociais: facebook.com/grejornalistas e twitter.com/grejornalistas

Criatividade em alta no último dia do curso em São Paulo

Atividades pedagógicas produziram debates intensos em São Paulo

O resultado das atividades pedagógicas realizadas no último dia do curso em São Paulo foi extremamente positivo. Além de um debate rico após a análise de reportagens a partir dos temas discutidos no curso, os participantes deram um show ao compor os projetos baseados na coletiva com Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP.

Os grupos produziram o projeto de um blog infantil, pautas e uma reportagem radiofônica que a gente fica devendo até conseguir sanar um probleminha com a extensão em áudio do blog, mas que foi partilhada com a turma.

Blog Infantil
Público alvo: criança
Mídia: Blog para as crianças
Objetivo: Desenvolvido para estimular a auto estima da criança negra e mostrar a esta criança que existem muitos negros no Brasil que podem servir como referência tanto profissional como pessoal e para que elas comecem a vislumbrar uma nova história.

Rosana Aparecida da Silva: Negra, 45 anos, paulista de Santo André, agente escolar e secretária estadual da Comissão de Combate ao Racismo da CUT São Paulo. Desde 1990 atua no movimento sindical, desenvolvendo o combate pela discriminação racial no ambiente de trabalho.
Carolina Maria de Jesus: Negra, mineira de Sacramento, estudou até a 4ª série primária, veio para São Paulo e começou a trabalhar como catadora de papel.
Mesmo morando na favela e mãe de três filhos, Carolina escrevia um diário contando sobre sua vida e sobre a vida dos moradores da favela. Este diário virou o livro “ Quarto de Despejo – diário de uma favelada” e no ano da publicação vendeu mais de 100 mil cópias e foi traduzido para  15 idiomas.
Mais tarde, Carolina publicou outros livros (“Casa de Alvenaria”, “Provérbios e Pedaços da Fome” e “Diário de Bitita”) que não tiveram o mesmo sucesso.
Milton Santos: Negro, baiano, formado em Geografia, professor da USP. Foi homenageado por várias universidades nacionais e internacionais. Publicou livros sobre os problemas e dificuldades das pessoas pobres do mundo e da dominação dos países ricos.
Conheça mais sobre Milton Santos assistindo o documentário “Por uma Outra Globalização”

E você, o que você gostaria de ser quando crescer?

Grupo Lélia Gonzalez
Autores:
Tatiana Botosso tatimidia@yahoo.com.br
Ines Correia icorreia@ig.com.br
Márcia Cristina: mncomunica@gmail.com
Paola Prandini: paola@afroeducacao.com.br
Agildo Nogueira Jr.: jr.agildo@ig.com.br
Vanessa Ramos ecosdaarte@yahoo.com.br
Maria Lucia da Silva mlucia@faesa.br

PAUTA PARA JORNAL IMPRESSO:
Tema: “Ascensão do negro no mercado de trabalho”
Fontes: Profissionais de várias áreas: liberais, esporte, educação, saúde
Representantes de classe, sindicatos, ONGs, movimentos, entidades governamentais, etc
É difícil para o trabalhador negro ser reconhecido e receber uma promoção?
Ouvir representantes de movimentos:
Olhar do trabalhador sobre si mesmo.
Se ele sabe dos direitos
O que é ser afrodescendente?
Questão da cor. Identidade
Enfocar o que o trabalhador negro pensa sobre estas questões
Conscientização no ano dos afrodescendentes
Relação patrão e empregado.
Negro em cargo de chefia e relação dele com demais funcionários.
Como ele é recebido?
Pegar funcionário que se incomoda ou não em receber ordens de um chefe negro
Fontes oficiais:
DIEESE
CUT – Adi dos Santos Lima
IPEA
CEERT
Ministério do Trablhalho
IBGE
Movimento Social – Unegro, Uneafro, MNU
Socióloga/o ou Antropóloga/o da USP – UNESP – UNICAMP
FIESP – existe algum projeto?
Faculdade Zumbi dos Palmares – nível de inserção no mercado das pessoas recém formadas
Personagens:
Negro bem colocado profissionalmente, diretor da Agência Nacional de Petróleo (Nelson Narciso)
Trabalhadores da indústria – negras e negros e não negras/os
Ministra da Igualdade Racial – saber sobre a participação dos negros na profissionalização proposta pela presidência

Grupo Auta de Souza

PAUTA: Inserção do negro no serviço público

Veículo: Jornal Impresso

Como cotas utilizadas na contratação de profissionais em cidades como Piracicaba e Jundiaí, no interior paulista, que foram pioneiras na adoção da medida, ajudaram na inserção do negro no trabalho público?

Contextualização: Segundo dados de pesquisa há mais negros no serviço público do que no serviço privado para as mesmas áreas. No entanto, esse número é bem inferior à porcentagem da população negra brasileira. Uma das soluções adotadas por alguns municípios como Piracicaba e Jundiaí, no interior paulista, é a adoção de cotas para ingresso no serviço público. A matéria pretende abordar a situação dos trabalhadores desses municípios e em que medida a Lei conseguiu inserir o negro no mercado de trabalho público. Ouvir histórias dos trabalhadores no funcionalismo público, resgatando o que mudou em suas vidas a partir da cota. Investigar se essa medida se mostrou eficaz para inserção da população negra no funcionalismo público. Embasar a matéria com dados oficiais e da sociedade civil organizada, com o recorte pretendido.

Fontes: Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP; dados do governo do Estado de São Paulo sobre número de funcionários públicos e porcentagem de negros; representante da prefeitura de Piracicaba; personagem que tenha entrado no serviço público pelas cotas; entrevista com especialista para fazer a contextualização da problemática: Cida Bento, diretora-executiva do Ceert.

Grupo: Luiza Mahin
Componentes: Cinthia Gomes; Guilherme Soares Dias; Luciana Mendonça; Tiago Agostinho; Joelma Couto; Solange Borges; Martin Vieira Ferreira; Alcimir Carmo; Flávio Carranca; Edson Augusto Sampaio.

Pauta para reportagem especial

Terceirização no mercado de trabalho – nova forma de escravidão?

A terceirização no mercado de trabalho brasileiro tem piorado as condições para os trabalhadores, particularmente para a comunidade negra. A declaração é de Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP.

Questões que devem ser abordadas:

-Ouvir empresas que trabalham com serviço terceirizado: limpeza, segurança, estacionamentos, confecção, construção civil, motoboys e serviços de enfermagem.
-Quais as principais vantagens apontadas pelas empresas para contratar um funcionário terceirizado?
-Quais as desvantagens para o trabalhador? Ouvir categorias profissionais, advogados trabalhistas.
-Para a população negra, apontada pela secretária, quais os piores efeitos de uma terceirização? Ouvir trabalhadores e categorias trabalhistas.
-Quais as ações afirmativas realizadas pelos governos estaduais, municipais para combater a terceirização?O Estado é o que mais contrata terceirizados.
-Relacionar a terceirização do mundo contemporâneo e a escravidão
-Relacionar questões de saúde do trabalho escravo com os dos trabalhos terceirizados.
Grupo: Mãe Aninha

Reportagem radiofônica feita pelo Grupo Antonieta de Barros