Precisamos descobrir mais sobre Eduardo Ribeiro

O Teatro Amazonas foi uma das principais obras do governo Eduardo Ribeiro . Foto: Cleidiana Ramos

Uma das maravilhas de Manaus é o Teatro Amazonas. Quem passa por aqui não pode deixar de conhecer essa maravilha. O legal é que tem passeio com guia o que faz a visita ficar ainda mais interessante. Mas o que mais me fascinou na história do teatro foi a figura fundamental na sua construção: o governador Eduardo Ribeiro, primeiro negro a assumir a chefia de um Estado no Brasil.

Soube dessa informação já no domingo quando cheguei. Um pouco da história me foi contada por Wilson Reis e Cleber Maia, membros da organização do curso aqui em Manaus. E o mais impressionante é que ele foi governador mais de uma vez. Falam em uma, duas, três e quatro vezes.

Não tive mais tempo para saber sobre Eduardo Ribeiro, mas o bastante para ficar com uma curiosidade imensa. Ligado ao movimento positivista e aos ideais republicanos ele até adiantou a abolição da escravidão aqui, além de ter modernizado a cidade. E detalhe: era maranhense. Imaginem um governador negro na Manaus do século XIX em pleno ciclo da borracha.

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Começo promissor em Manaus

Participantes do curso reunidos na sede da Fiocruz em Manaus, onde estão acontecendo as atividades. Foto: Cleidiana Ramos

Os resultados do primeiro dia do Curso de Gênero, Raça e Etnia, em Manaus, Amazonas, é mais um indicío da acertada iniciativa que une a ONU Mulheres e a Fenaj. Profissionais de diversas áreas do jornalismo estão participando das atividades.

O que percebemos nesta etapa de abertura são profissionais interessados em aprofundar o conhecimento sobre questões como gênero, raça, etnia, sexismo, racismo, não só do ponto de vista da sua conceituação, mas também como elas estão presentes nas relações sociais e influenciando indicadores de desigualdade e exclusão.

As discussões sobre compromisso social dos jornalistas e como trabalhar melhor estas questões na nossa rotina diária também foram bem produtivas.

Amanhã começaremos o dia com um trabalho de análise crítica da mídia, seguida por uma atividade que promete ser muito interessante. Os participantes vão ter a oportunidade de conversar com a ialorixá amazonense Mãe Nonata. A partir de uma entrevista coletiva, eles vão produzir em grupo reportagens que a gente vai postar aqui.