Coletiva destaca realidade dos terreiros do Norte do país

Mãe Nonata Côrrea pede a criminalização de agressões étnicas. Ela cita fatos como apedramento e violação dos cultos afro como exemplos de intolerância religiosa.

“Somos nós quem estamos fazendo a coisas acontecerem. Não existe uma sociedade preparada para tratar povo de santo, pra tratar mulher negra”, aponta a ialorixá.

Encerrada a coletiva, ialorixá tira as dúvidas de jornalista

“Estou feliz de estar aqui e espero que vocês pautem os nossos temas. Neste momento, estamos fazendo trabalho com agroecologia e com professores”, comenta Nonata Côrrea.

Após a coletiva, jornalistas se reúnem em grupos para redigir matérias

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Começa a coletiva com a ialorixá Nonata Corrêa

A segunda atividade pedagógica começou agorinha. A convidada é a ialorixá Nonata Corrêa, ativista do Movimento Negro e de Mulheres Negras. Ela fez um breve panorama do trabalho do povo de axé na região Norte.

Nonata Corrêa é entrevistada na dinâmica de coletiva de imprensa

Jornalistas da Rádio Amazonas, Amazonas em Tempo e do Sebrae fazem o primeiro bloco de perguntas. Na roda, uso do iorubá em vez dos estrangeirismos anglosaxônicos e europeus, presença de LGBTT nos cultos afro-brasileiros e informação sobre a filosofia das religiões abro-brasileiras.

 

Primeira rodada da coletiva levanta temas quentes

Francy Guedes, da Articulação de Mulher e Mídia, participa da coletiva de imprensa e convida  mulheres para se somarem ao movimento.

Mãe Nonata Corrêa ressalta o fundamento das religiões de matriz africana. “O meu conceito de pecado é matar o que não vou comer. A minha identidade étnica, o meu orixá, o meu inquice permaneceram dentro de mim”, destaca ela ao falar sobre ancestralidade.

Ialorixá é convidada de atividade pedagógica

Estive com a nossa convidada hoje à tarde e pela conversa que tivemos pude perceber que a nossa atividadede de amanhã no curso promete resultados muito interessantes.Raimunda Nonata da Silva Corrêa é ialorixá ( título usado quando uma mais alta sacerdotisa de um terreiro nagô é mulher) do Era de Mina Nagô Ya Abaô, localizado no Parque Dez, no Conjunto Jardim Primavera.

Mãe Nonata tem tido um forte ativismo no movimento contra a intolerância religiosa, mas também é militante do movimento de mulheres negras e coordena a Associação Religiosa da Amazônia. Ela participa de movimentos sociais desde 1980 e é uma das fundadoras do Movimento Alma Negra ao lado do professor Nestor Nascimento. (Cleidiana Ramos)