Começo promissor em Manaus

Participantes do curso reunidos na sede da Fiocruz em Manaus, onde estão acontecendo as atividades. Foto: Cleidiana Ramos

Os resultados do primeiro dia do Curso de Gênero, Raça e Etnia, em Manaus, Amazonas, é mais um indicío da acertada iniciativa que une a ONU Mulheres e a Fenaj. Profissionais de diversas áreas do jornalismo estão participando das atividades.

O que percebemos nesta etapa de abertura são profissionais interessados em aprofundar o conhecimento sobre questões como gênero, raça, etnia, sexismo, racismo, não só do ponto de vista da sua conceituação, mas também como elas estão presentes nas relações sociais e influenciando indicadores de desigualdade e exclusão.

As discussões sobre compromisso social dos jornalistas e como trabalhar melhor estas questões na nossa rotina diária também foram bem produtivas.

Amanhã começaremos o dia com um trabalho de análise crítica da mídia, seguida por uma atividade que promete ser muito interessante. Os participantes vão ter a oportunidade de conversar com a ialorixá amazonense Mãe Nonata. A partir de uma entrevista coletiva, eles vão produzir em grupo reportagens que a gente vai postar aqui.

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Curso aproxima fontes especializadas de gênero, raça e etnia e jornalistas

A pluralidade é um princípio ainda a ser incorporado no dia a dia do jornalismo. Aqui no Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas a pluralidade é um exercício para trazer novos referenciais para a prática jornalística.

Nas oito cidades onde o curso vai acontecer – Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo -, ativistas do Movimento Negro, Movimento de Mulheres Negras, representante dos Povos Indígenas, especialistas e demais pessoas envolvidas com as dimensões de gênero, raça e etnia estarão contribuindo para a reflexão acerca do trabalho jornalístico.

A aproximação se dará na dinâmica da entrevista coletiva, uma das atividades pedagógicas que têm o propósito de provocar uma revisão sobre a prática jornalística numa perspectiva mais humana, inclusiva e positiva.

Confira as convidadas da Região Norte:

Manaus/AM – 9 de agosto de 2011

Nonata Corrêa é ialorixá, militante do Movimento de Mulheres Negras no Amazonas. É coordenadora da Associação Religiosa da Amazônia e participa dos movimentos sociais desde 1980, tendo sido uma das fundadoras do Movimento Alma Negra junto com o prof. Nestor Nascimento.

Belém/PA – 11 de agosto de 2011

Nilma Bentes é graduada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural da Amazônia e especialista em Desenvolvimento de Áreas Amazônicas (Universidade Federal do Pará/Núcleo de Altos Estudos Amazôniacos). É uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará-CEDENPA, em 1980/1981. Participou das mobilizações/articulações para inclusão de dispositivos de combate ao racismo, nas constituições do Brasil e do Pará, inclusive o da criminalização do racismo e titulação de terras dos quilombos; da III Conferência contra o Racismo, Xenofobia e Discriminações Conexas, em Durban – África do Sul; 2001, entre outros eventos e articulações importantes no Brasil e no exterior. Atualmente representa o Cedenpa junto à Articulação de Mulheres Negras Brasileiras-AMNB, da qual é uma das coordenadoras.