Discussões em grupo

A professora Cleidiana Ramos dividiu a turma em dois grupos para analisar reportagens sobre a temática. O primeiro grupo analisou a reportagem “Pernambuco: homicídio mata 40 vezes mais negras”, onde os participantes falaram sobre os estereótipos impostos à mulhor negra, explorados na matéria. Uma participante afirmou ter dificuldade, no dia-a-dia do seu trabalho, para representar figuras negras em situação de alegria, pois o banco de imagens disponíveis na empresa em que trabalha é apenas associada á marginalidade e ao contexto de miséria.

O segundo grupo analisou a reportagem da revista ISTO É, intitulada “A saga dos Pankararus 500 anos depois”. Os participantes deste grupo discutiram como a sociedade retrata de maneira preconceituosa a cultura indígena. O grupo emitiu ainda várias opiniões sobre a matéria, como o excesso do uso de estereótipos. Uma das jornalistas participantes citou como problemática a questao ideológica da própria revista, cuja linha editorial é composta por profissionais do eixo Rio-São Paulo.

“Você tem realidades diferentes. Existe uma pressão para perder a identidade afro-brasileira. Não é a toa essa obsessão feminina em alisar o cabelo. Uma menina negra quando alisa o cabelo está buscando outra identidade. O que leva uma pessoa a negar sua própria identidade o tempo todo?”, ressaltou Cleidiana Ramos.

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Jornalistas do Pará fazem, hoje e amanhã, curso de gênero, raça e etnia

 Cerca de 50 jornalistas e estudantes de Jornalismo são aguardados para a edição paraense do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas. A rodada começou nesta semana, em Manaus, e vai ocorrer em mais seis cidades:  Fortaleza (CE), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) até o dia 1º de setembro.

A iniciativa faz parte da cooperação entre a FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres e conta com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM.

Com o objetivo de preparar jornalistas e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia, em cada localidade, foram abertas e preenchidas 50 vagas por jornalistas (que trabalham com reportagem, produção, pauta, redação, edição, fotografia  e cinegrafia) de veículos impresso, on-line e
eletrônicos e estudantes de Jornalismo a partir do 6º período. O curso é
gratuito e tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres.

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Apresentação das matérias encerra Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

Entrevista de rádio, TV, on-line e jornal em grupo. Entrada ao vivo pra rádio. Edição rapidíssima pra TV. Esses são os produtos jornalísticos do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas de Manaus.

 

No momento da construção das matérias, a ialorixá Nonata Corrêa atendeu as jornalistas

 

 

“O desempenho de vocês nos exercícios foi fantástico. Atentos às questões vocês estão, a gente só deu um empurrão. A gente só despertou em vocês o que estava adormecido. Não foi à toa que Manaus foi a primeira cidade a sediar o curso”, avalia Cleidiana Ramos, facilitadora do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.

Rosali Pinheiro, da Rádio Amazonas FM, fez entrevista ao vivo durante o curso

 

Amazonas veste a camiseta do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

Iniciativa do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, a camiseta do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas convoca a imprensa local para a melhoria da cobertura jornalística sobre as realidades de mulheres, afro-brasileiros/as e povos indígenas.

Na primeira atividade pedagógica, a facilitadora Cleidiana Ramos provoca o grupo para a reflexão crítica da mídia. Debate quente sobre Movimento Mestiço, política e reflexo na cobertura jornalística.

Curso registra grande participação de jornalistas

A jornalista acreana Genésia fala sobre a realidade dos seringueiros. Conversa boa sobre identidade. “Que tal levar essa discussão pro jornal, pra TV?”, propõe Cleidiana Ramos.

Rodada de debates segue animada em Manaus

 

Mara Régia faz “programa de rádio” do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

O dia a dia na Rádio Nacional fez com que a jornalista e radialista Mara Régia fosse muito além de uma entrevista importante para o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas. Mas isso não foi à toa, é compromisso e vivência de 34 anos de profissão, que a fizeram transitar pelas principais discussões sobre o empoderamento das mulheres brasileiras neste período: Constituinte; campanhas pelos direitos das mulheres; luta por melhores condições de trabalho e remuneração; divisão de tarefas; enfrentamento da violência; surgimento de movimentos e organizações de mulheres; a exemplo das negras, indígenas e ambientalistas; entre outras andanças.

Numa conversa rica em informações e tão irreverente quanto à ousadia das mulheres em conquistar o seu espaço na comunicação e no jornalismo, Mara Régia transformou a entrevista num bate-papo quente e pulsante como as ondas do rádio.

Mara Régia é jornalista e radialista da Rádio Nacional

| Vídeo 1 – notícia | Vídeo 2 – cobertura diária |

| Vídeo 3 – mulher no Jornalismo |

Manaus inicia amanhã (8/8) rodada do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

Curso vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), no período de 8 de agosto a 1º de setembro. Acompanhe no blog www.generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com

Começa nesta amanhã (8/8), em Manaus, o primeiro dos oito Cursos de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas programados para o período de agosto a 1º de setembro.  A iniciativa faz parte da cooperação entre a FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres e conta com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM.

O curso é gratuito e tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres. O objetivo é preparar jornalistas e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia. Em cada localidade, foram abertas e preenchidas 50 vagas por jornalistas (que trabalham com reportagem, produção, pauta, redação, edição, fotografia  e cinegrafia) de veículos impresso, on-line e eletrônicos e estudantes de Jornalismo a partir do 6º período. O curso é gratuito e tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres.

O programa do curso está baseado em dois módulos e duas atividades pedagógicas: Gênero, Raça e Etnia em Sociedade; Jornalismo, Ética e Diversidade; Leitura Crítica da Mídia; e Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes.  A metodologia e o plano pedagógico foram desenvolvidos pela jornalista Angélica Basthi e a facilitação do conteúdo está a cargo da jornalista Cleidiana Ramos.

Em Manaus, a convidada para a dinâmica de coletiva de imprensa é a ialorixá Nonata Corrêa,  militante do Movimento de Mulheres Negras no Amazonas e coordenadora da Associação Religiosa da Amazônia.

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Profissionais gravam depoimentos para o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

Tereza Cruvinel, Jorge Freitas, Rosana Hessel, Vicente Nunes, Jacqueline Saraiva, Mara Régia, Luiz Armando Vaz, Maria Honda e Eliane Cantanhede. Jornalistas que exercem diferentes funções nas rotinas produtivas do Jornalismo lançaram, na quinta-feira (4/8) e sexta-feira (5/8), diferentes olhares para as questões de gênero, raça e etnia na notícia e na cobertura diária para o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.

Tereza Cruvinel destaca projetos inovadoras do sistema público de comunicação

| Vídeo 1 – notícia | Vídeo 2 – cobertura diária |

Por meio de depoimentos em vídeo, cada um deles com cerca de 2 minutos, as reflexões desses profissionais se conectam com o esforço do Curso de Gênero, Raça e Etnia de trazer um debate entre jornalistas sobre os novos desafios e transformações da profissão. Tudo sob a ótica de quem comanda, influencia, cria imagens, produz, reporta, comenta e edita. Visões de redações importantes do país: Folha de S. Paulo, Correio Braziliense, CBN, Empresa Brasil de Comunicação e Zero Hora.

Vicente Nunes alerta para o conservadorismo de jovens jornalistas e a necessidade de quebrar preconceitos

| Vídeo 1 – notícia | Vídeo 2 – cobertura diária |

A “conversa entre jornalistas” faz parte da metodologia do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, que tem o objetivo de evidenciar os desafios e as possibilidades traçadas por profissionais com atuação em redações de jornal, rádio, TV e internet. A “conversa entre jornalistas” é bastante objetiva e não foge do assunto nem quando a cobertura de gênero, raça e etnia pareça uma questão difícil de responder.

Por meio dessa ferramenta, o debate nasce na redação e se amplia para os cerca de 400 participantes do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas nas cidades de Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo e as pessoas interessadas no debate impulsionado pelo curso. Uma conversa entre jornalistas e sociedade que, independente de possíveis divergências de opinião, está pensando o Brasil nas suas dimensões de gênero, raça e etnia.

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