Frutos do curso em Manaus

Confiram aqui abaixo o resultado da nossa segunda atividade pedagógica : coletiva com a ialorixá Mãe Nonata, líder do movimento de combate à intolerância religiosa e do movimento de mulheres no Amazonas. Ficamos devendo, por um probleminha técnico, o áudio e o vídeo. Assim que estiverem disponíveis serão postados.

Líderes de religiões de origem africana denunciam crimes no Congresso

Os crimes cometidos contra homossexuais, mulheres negras e praticantes de religiões de matrizes africanas que são praticados na Região Norte serão denunciados no Congresso Nacional. A informação é da ialorixá Nonata Corrêa, durante coletiva na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Vamos cobrar do Governo Federal respostas para esses crimes insolúveis”, frisou a Mãe Nonata. De acordo com Nonata Corrêa, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) irá dar apoio aos denunciantes, discursando no Plenário do Senado. Este ano, pelo menos 15 sacerdotes foram mortos no Amazonas, segundo Mãe Nonata.

Continuar lendo

Anúncios

Ialorixá é convidada de atividade pedagógica

Estive com a nossa convidada hoje à tarde e pela conversa que tivemos pude perceber que a nossa atividadede de amanhã no curso promete resultados muito interessantes.Raimunda Nonata da Silva Corrêa é ialorixá ( título usado quando uma mais alta sacerdotisa de um terreiro nagô é mulher) do Era de Mina Nagô Ya Abaô, localizado no Parque Dez, no Conjunto Jardim Primavera.

Mãe Nonata tem tido um forte ativismo no movimento contra a intolerância religiosa, mas também é militante do movimento de mulheres negras e coordena a Associação Religiosa da Amazônia. Ela participa de movimentos sociais desde 1980 e é uma das fundadoras do Movimento Alma Negra ao lado do professor Nestor Nascimento. (Cleidiana Ramos)

Começo promissor em Manaus

Participantes do curso reunidos na sede da Fiocruz em Manaus, onde estão acontecendo as atividades. Foto: Cleidiana Ramos

Os resultados do primeiro dia do Curso de Gênero, Raça e Etnia, em Manaus, Amazonas, é mais um indicío da acertada iniciativa que une a ONU Mulheres e a Fenaj. Profissionais de diversas áreas do jornalismo estão participando das atividades.

O que percebemos nesta etapa de abertura são profissionais interessados em aprofundar o conhecimento sobre questões como gênero, raça, etnia, sexismo, racismo, não só do ponto de vista da sua conceituação, mas também como elas estão presentes nas relações sociais e influenciando indicadores de desigualdade e exclusão.

As discussões sobre compromisso social dos jornalistas e como trabalhar melhor estas questões na nossa rotina diária também foram bem produtivas.

Amanhã começaremos o dia com um trabalho de análise crítica da mídia, seguida por uma atividade que promete ser muito interessante. Os participantes vão ter a oportunidade de conversar com a ialorixá amazonense Mãe Nonata. A partir de uma entrevista coletiva, eles vão produzir em grupo reportagens que a gente vai postar aqui.