Estatísticas ou pessoas?

Reportagem do sítio Pe360graus, de novembro de 2005, mostra que as mulheres negras sofrem mais preconceito no Recife. Dentre as capitais brasileiras, a cidade aparecia com o maior percentual de desemprego no recorte analisado. Repleta de indicadores estatísticos, nenhum personagem, sequer, foi ouvido.

“Não é possível que os únicos entrevistados neste texto sejam os responsáveis pela pesquisa. Por que não foram buscadas as razões, não se foi a campo, não se aprofundou a cobertura? A falta de tempo pode ser substituída por outras estratégias: o assunto pode virar especial, matéria no domingo”, explica Cleidiana Ramos.

Apresentação das matérias encerra Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

Entrevista de rádio, TV, on-line e jornal em grupo. Entrada ao vivo pra rádio. Edição rapidíssima pra TV. Esses são os produtos jornalísticos do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas de Manaus.

 

No momento da construção das matérias, a ialorixá Nonata Corrêa atendeu as jornalistas

 

 

“O desempenho de vocês nos exercícios foi fantástico. Atentos às questões vocês estão, a gente só deu um empurrão. A gente só despertou em vocês o que estava adormecido. Não foi à toa que Manaus foi a primeira cidade a sediar o curso”, avalia Cleidiana Ramos, facilitadora do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.

Rosali Pinheiro, da Rádio Amazonas FM, fez entrevista ao vivo durante o curso

 

Leitura crítica da mídia é a primeira dinâmica do segundo dia do curso em Manaus

Reunidos em cinco grupos, jornalistas seguem na primeira dinâmica do curso: Leitura Crítica da Mídia. Trabalho é feito com base nas notícias publicadas pela imprensa local sobre gênero, raça e etnia.

 

Jornalistas refletem sobre o trabalho jornalístico

Durante o exercício, jornalistas analisam fontes citadas ou retratadas; tratamento dado às fontes; verificação do protagonismo de mulheres negras e indígenas; e avaliação da presença ou não de ideias ou perspectivas que denotem conteúdo racista, sexista, preconceituoso, pejorativo ou esterotipado.

Profissionais pensam a respeito dos produtos jornalísticos