Confiram reportagens em áudio produzidas em Recife, Rio e São Paulo

Demorou, mas como tínhamos prometido estão aqui as postagens dos trabalhos em grupo que ficaram faltando. São áudios feitos em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.  O atraso foi por conta de problemas técnicos na ferramenta para este fim aqui no blog.

O áudio feito em Porto Alegre foi adicionado no post referente ao último dia do curso na capital gaúcha que vocês podem conferir logo abaixo ou clicando aqui.

Mais uma vez, agradecemos a todos que acompanharam  as redes sociais do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.

Recife:

http://www.unifem.org.br/sites/1200/1299/00001476.mp3

Rio de Janeiro:

http://www.unifem.org.br/sites/1200/1299/00001481.mp3

São Paulo:

http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00001927.mp3

Jornada termina com sabor de excelência em Porto Alegre

Chegamos ao fim do curso em Porto Alegre e também dessa jornada por oito capitais brasileiras. Os participantes na capital gaúcha não fizeram por menos para celebrar sua condição de anfitriões dessa etapa tão especial. Os excelentes trabalhos realizados a partir da coletiva com Télia Negrão, jornalista e pesquisadora na área de gênero, mídia e políticas públicas, dão a dimensão da qualidade dos nossos debates.

A conversa rendeu um projeto de caderno especial, uma sugestão de pauta, um programa de rádio e um vídeo. Estes a gente posta  posteriormente por conta de probleminhas para a edição.

O resultado fechou em alto estilo esta nossa jornada fantástica que percorreu o Brasil de Norte a Sul: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Maceió, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Confiram:

Reportagem em vídeo

Grupo Mãe Aninha

Caderno especial para o Dia da Mulher

PAUTAS
Tema: O reposicionamento da mulher na luta feminista
Descrição: Primeiramente, conceituar o que é gênero, sexo, feminismo (com suas especificações) e outros termos relacionados, a partir de uma revisão histórica de como se construiu essa luta.  Como o movimento se transformou da reivindicação por direitos iguais para a equidade.

Tema: Feminismo étnico
Descrição: FEMINISMO NEGRO: Fazer uma contextualização histórica do movimento, trazendo figuras importantes como a Irmandade da Boa-Morte e outras. Analisar o papel desse movimento dentro do feminismo.
FEMINISMO INDÍGENA: Fazer uma contextualização histórica do movimento, trazendo figuras importantes, como Luzia Pataxó. Analisar o papel desse movimento dentro do feminismo.

Tema: Ensaio fotográfico
Descrição: Retratar as várias faces do feminismo através das mulheres brasileiras.

Tema: Perfil
Descrição: Perfil com alguma personagem de destaque do movimento feminista. Sugestão: Télia Negrão.

Tema: Rumos e desafios
Descrição: Os  rumos e os desafios do movimento feminista frente as transformações da era digital, seu relacionamento com a mídia e o enfrentamento de problemas históricos, como a violência contra a mulher e a descriminalização do aborto.

Sugestão de Pauta:

Propomos uma pauta sobre o aborto a partir da fala da jornalista e feminista Télia Negrão durante o curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas no dia 1° de setembro de 2011, promovido pela  Fenaj e ONU Mulheres, em Porto Alegre. Apesar de vivermos num país oficialmente democrático, a mulher ainda não tem o direito de decidir totalmente sobre o seu próprio corpo, sendo privada em aspectos que dizem respeito aos seus direitos sexuais e reprodutivos.
Entrevistar representantes de movimentos feministas para podermos obter dados que permitam contextualizar essa questão. Buscar dados sobre mortalidade de mulheres que fazem abortos clandestinos, incluindo faixa etária mais afetada, classe social, etnias, etc.
Ouvir também mulheres que não necessariamente fizeram aborto, mas que não possuem ligação com movimentos feministas.
Ouvir mulheres que já fizeram aborto e suas histórias para conhecer os motivos que as levaram a tomar essa decisão.
Especialistas da área da saúde, tais como ginecologistas, obstetras e psicólogas/os.
Procurar especialistas sobre planejamento familiar.
Jurista, para falar sobre a questão legal.
Tratar da questão do planejamento familiar, falando com a secretarias estadual e municipal da Saúde, além do Ministério da Saúde.
Vamos também fazer um registro sobre a forma como a mídia trata esse tema, bem como a polícia.
Grupo Lélia Gonzalez.

Proposta de Programa de Rádio – Bloco 1

http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00001930.mp3

Grupo Antonieta de Barros -Clarissa Colares, Juliana Loureiro, Ceres Santos, Mariana Oliveira, Gisiane dos Santos, Jaime Freitas, Roberto Revoredo e Helder Simões.

Pesquisadora de gênero, mídia e políticas públicas é a convidada da coletiva do curso

A jornalista Télia Negrão será entrevistada pelos participantes do Curso de Gênero, Raça e Etnia

O nosso curso em Porto Alegre começou muito bem. Hoje, quinta-feira, a partir das 18 horas, é dia de encerramento, inclusive da jornada por oito capitais brasileiras. Teremos nos módulos finais a atividade de análise crítica da mídia, seguida pela coletiva para a produção de material jornalístico diversificado.

A nossa convidada para a coletiva é a jornalista Télia Negrão. Mestre em Ciência Política e especialista em Gestão Pública Participativa, Télia é pesquisadora da área de relações de gênero, mídia e políticas públicas.

Secretária executiva da Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, é também coordenadora do Coletivo Feminino Plural.

Conselheira diretiva da Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe, ela já atuou como relatora junto a convenções intrernacionais de direitos humanos.

Como repórter, atuou na imprensa paranaense, no Jornal do Brasil, revistas Veja, Claudia e Nova e como assessora de imprensa de sindicatos e órgãos públicos no Rio Grande do Sul.

O nosso bate papo com Télia Negrão promete render material muito interessante.

Pesquisa analisa cobertura étnica em jornal gaúcho

O jornal Zero Hora, sediado em Porto Alegre, publicou, em três meses, 12 matérias relacionadas a negros e indígenas. Os ciganos não foram citados. Os dados fazem parte da pesquisa Faces do Brasil, desenvolvida pelo grupo Etnomídia da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba) que está mapeando a abordagem a ciganos, negros e indígenas em 17 jornais e seis revistas com circulação nas várias regiões do Brasil. O levantamento começou em julho do ano passado.

Segundo a pesquisa, do total de matérias, 83,3% fazem referência aos negros e 16,7% aos indígenas. Negro (21,7%), racismo (17,4%), étnico (8,7%) e indígena (4,3%) são as expressões que mais apareceram nas matérias.O estudo também destaca uma reportagem especial sobre quilombolas veiculada pelo jornal no dia 20 de novembro.

Das fontes ouvidas nas reportagens houve predominância dos órgãos auxiliares de governo (33,3%), seguidos por fundações (25%), organizações civis (25%) e executivo estadual (16,7%).

Estes dados são parciais e foram publicados em maio deste ano. A expectativa é que a pesquisa, coordenada pelo doutor em Comunicação Fernando Conceição, tenham os seus números finais divulgados em dezembro. O estudo é financiado pela Fundação Ford e tem o apoio do Núcleo Omi-Dùdú de Resgate e Preservação da Cultura Afro-Brasileira.