Confiram reportagens em áudio produzidas em Recife, Rio e São Paulo

Demorou, mas como tínhamos prometido estão aqui as postagens dos trabalhos em grupo que ficaram faltando. São áudios feitos em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.  O atraso foi por conta de problemas técnicos na ferramenta para este fim aqui no blog.

O áudio feito em Porto Alegre foi adicionado no post referente ao último dia do curso na capital gaúcha que vocês podem conferir logo abaixo ou clicando aqui.

Mais uma vez, agradecemos a todos que acompanharam  as redes sociais do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.

Recife:

http://www.unifem.org.br/sites/1200/1299/00001476.mp3

Rio de Janeiro:

http://www.unifem.org.br/sites/1200/1299/00001481.mp3

São Paulo:

http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00001927.mp3

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Criatividade em alta no último dia do curso em São Paulo

Atividades pedagógicas produziram debates intensos em São Paulo

O resultado das atividades pedagógicas realizadas no último dia do curso em São Paulo foi extremamente positivo. Além de um debate rico após a análise de reportagens a partir dos temas discutidos no curso, os participantes deram um show ao compor os projetos baseados na coletiva com Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP.

Os grupos produziram o projeto de um blog infantil, pautas e uma reportagem radiofônica que a gente fica devendo até conseguir sanar um probleminha com a extensão em áudio do blog, mas que foi partilhada com a turma.

Blog Infantil
Público alvo: criança
Mídia: Blog para as crianças
Objetivo: Desenvolvido para estimular a auto estima da criança negra e mostrar a esta criança que existem muitos negros no Brasil que podem servir como referência tanto profissional como pessoal e para que elas comecem a vislumbrar uma nova história.

Rosana Aparecida da Silva: Negra, 45 anos, paulista de Santo André, agente escolar e secretária estadual da Comissão de Combate ao Racismo da CUT São Paulo. Desde 1990 atua no movimento sindical, desenvolvendo o combate pela discriminação racial no ambiente de trabalho.
Carolina Maria de Jesus: Negra, mineira de Sacramento, estudou até a 4ª série primária, veio para São Paulo e começou a trabalhar como catadora de papel.
Mesmo morando na favela e mãe de três filhos, Carolina escrevia um diário contando sobre sua vida e sobre a vida dos moradores da favela. Este diário virou o livro “ Quarto de Despejo – diário de uma favelada” e no ano da publicação vendeu mais de 100 mil cópias e foi traduzido para  15 idiomas.
Mais tarde, Carolina publicou outros livros (“Casa de Alvenaria”, “Provérbios e Pedaços da Fome” e “Diário de Bitita”) que não tiveram o mesmo sucesso.
Milton Santos: Negro, baiano, formado em Geografia, professor da USP. Foi homenageado por várias universidades nacionais e internacionais. Publicou livros sobre os problemas e dificuldades das pessoas pobres do mundo e da dominação dos países ricos.
Conheça mais sobre Milton Santos assistindo o documentário “Por uma Outra Globalização”

E você, o que você gostaria de ser quando crescer?

Grupo Lélia Gonzalez
Autores:
Tatiana Botosso tatimidia@yahoo.com.br
Ines Correia icorreia@ig.com.br
Márcia Cristina: mncomunica@gmail.com
Paola Prandini: paola@afroeducacao.com.br
Agildo Nogueira Jr.: jr.agildo@ig.com.br
Vanessa Ramos ecosdaarte@yahoo.com.br
Maria Lucia da Silva mlucia@faesa.br

PAUTA PARA JORNAL IMPRESSO:
Tema: “Ascensão do negro no mercado de trabalho”
Fontes: Profissionais de várias áreas: liberais, esporte, educação, saúde
Representantes de classe, sindicatos, ONGs, movimentos, entidades governamentais, etc
É difícil para o trabalhador negro ser reconhecido e receber uma promoção?
Ouvir representantes de movimentos:
Olhar do trabalhador sobre si mesmo.
Se ele sabe dos direitos
O que é ser afrodescendente?
Questão da cor. Identidade
Enfocar o que o trabalhador negro pensa sobre estas questões
Conscientização no ano dos afrodescendentes
Relação patrão e empregado.
Negro em cargo de chefia e relação dele com demais funcionários.
Como ele é recebido?
Pegar funcionário que se incomoda ou não em receber ordens de um chefe negro
Fontes oficiais:
DIEESE
CUT – Adi dos Santos Lima
IPEA
CEERT
Ministério do Trablhalho
IBGE
Movimento Social – Unegro, Uneafro, MNU
Socióloga/o ou Antropóloga/o da USP – UNESP – UNICAMP
FIESP – existe algum projeto?
Faculdade Zumbi dos Palmares – nível de inserção no mercado das pessoas recém formadas
Personagens:
Negro bem colocado profissionalmente, diretor da Agência Nacional de Petróleo (Nelson Narciso)
Trabalhadores da indústria – negras e negros e não negras/os
Ministra da Igualdade Racial – saber sobre a participação dos negros na profissionalização proposta pela presidência

Grupo Auta de Souza

PAUTA: Inserção do negro no serviço público

Veículo: Jornal Impresso

Como cotas utilizadas na contratação de profissionais em cidades como Piracicaba e Jundiaí, no interior paulista, que foram pioneiras na adoção da medida, ajudaram na inserção do negro no trabalho público?

Contextualização: Segundo dados de pesquisa há mais negros no serviço público do que no serviço privado para as mesmas áreas. No entanto, esse número é bem inferior à porcentagem da população negra brasileira. Uma das soluções adotadas por alguns municípios como Piracicaba e Jundiaí, no interior paulista, é a adoção de cotas para ingresso no serviço público. A matéria pretende abordar a situação dos trabalhadores desses municípios e em que medida a Lei conseguiu inserir o negro no mercado de trabalho público. Ouvir histórias dos trabalhadores no funcionalismo público, resgatando o que mudou em suas vidas a partir da cota. Investigar se essa medida se mostrou eficaz para inserção da população negra no funcionalismo público. Embasar a matéria com dados oficiais e da sociedade civil organizada, com o recorte pretendido.

Fontes: Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP; dados do governo do Estado de São Paulo sobre número de funcionários públicos e porcentagem de negros; representante da prefeitura de Piracicaba; personagem que tenha entrado no serviço público pelas cotas; entrevista com especialista para fazer a contextualização da problemática: Cida Bento, diretora-executiva do Ceert.

Grupo: Luiza Mahin
Componentes: Cinthia Gomes; Guilherme Soares Dias; Luciana Mendonça; Tiago Agostinho; Joelma Couto; Solange Borges; Martin Vieira Ferreira; Alcimir Carmo; Flávio Carranca; Edson Augusto Sampaio.

Pauta para reportagem especial

Terceirização no mercado de trabalho – nova forma de escravidão?

A terceirização no mercado de trabalho brasileiro tem piorado as condições para os trabalhadores, particularmente para a comunidade negra. A declaração é de Rosana Aparecida da Silva, secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP.

Questões que devem ser abordadas:

-Ouvir empresas que trabalham com serviço terceirizado: limpeza, segurança, estacionamentos, confecção, construção civil, motoboys e serviços de enfermagem.
-Quais as principais vantagens apontadas pelas empresas para contratar um funcionário terceirizado?
-Quais as desvantagens para o trabalhador? Ouvir categorias profissionais, advogados trabalhistas.
-Para a população negra, apontada pela secretária, quais os piores efeitos de uma terceirização? Ouvir trabalhadores e categorias trabalhistas.
-Quais as ações afirmativas realizadas pelos governos estaduais, municipais para combater a terceirização?O Estado é o que mais contrata terceirizados.
-Relacionar a terceirização do mundo contemporâneo e a escravidão
-Relacionar questões de saúde do trabalho escravo com os dos trabalhos terceirizados.
Grupo: Mãe Aninha

Reportagem radiofônica feita pelo Grupo Antonieta de Barros

Pesquisa aponta dados sobre cobertura étnica em jornal de São Paulo

O Estado de S. Paulo foi o jornal paulista incluído na pesquisa Faces do Brasil, um levantamento que mapeia a referência a três grupos étnicos (ciganos, indígenas e negros) na imprensa brasileira. O estudo identificou, num período de três meses, 101 matérias com essa abordagem. Dentre os grupos, os negros foram mais abordados (63,9%), seguidos pelos indígenas (31,5%) e ciganos (4,6%). Os dados são ainda parciais e foram apresentados em maio deste ano.

A pesquisa está sendo realizada desde julho de 2010 pelo grupo Etnomídia da Faculade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba). O doutor em Comunicação Fernando Conceição é o coordenador da pesquisa que tem o financiamento da Fundação Ford e o apoio do Núcleo Omi-Dùdú de Resgate e Preservação da Cultura Afro-Brasileira. O levantamento monitora 17 jornais e seis revistas.A previsão é que a pesquisa seja concluída em dezembro deste ano.

As palavras-chave mais presentes nos textos do jornal analisado são indígena (9,3%); negro (7,7%); índio (7,3%); negra (5,3%); quilombo, racial e racismo (4,7%) e escravo (3,3%).

Segundo o levantamento há no material a recorrência de matérias contrárias às políticas públicas de ações afirmativas, principalmente, em relação à metodologia de definição dos quilombos adotada pelo governo federal. Foram sete textos (6,9%), inclusive um editorial, apresentando argumentos contra o princípio da autodeclaração das comunidades quilombolas a partir do decreto 4.887/2003.

Curso já acontecendo em São Paulo

Nosso curso já está devidamente instalado em São Paulo. Turma bem diversificada e com muito apetite para debater as questões que formam o eixo da nossa jornada.

Atendendo a pedidos estão aqui disponibilizados os slides utilizados na apresentação dos dois primeiros módulos (Gênero, Raça e Etnia em Sociedade e Jornalismo, Ética e Diversidade).

Modulo 1 (Gênero, Raça e Etnia em Sociedade)

Modulo 2 (Jornalismo, etica e diversidade)

Curso chega em São Paulo

A capital paulista é a próxima sede do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas. As atividades começam nesta segunda-feira (29), a partir das 18 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, Rua Rego Freitas, 530 – sobreloja – Vila Buarque . O curso termina na terça-feira (30).

Contato: Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Telefone: (11) 3217-6299.
E-mail: jornalista@sjsp.org.br. Site: http://www.jornalistasp.org.br